
Morgana Siqueira

Minha
História

"Minha primeira lembrança como artista ou arteira, é a sala da casa da minha mãe. O rádio tocando o CD do Saltimbancos. Na memória, eu com cinco anos, amigas aceitando e se divertindo com a ideia da minha primeira aventura: montar um espetáculo para aquele musical do Chico Buarque. Eu menina, não tinha a menor ideia de que um dia seria artista - ou que ali, já era."
Artista e educadora, com a primeira formação na técnica da dança clássica na Escola Técnica de Dança Adriana Assaf (2014), com certificados Royal Academy of Dance, intermidiate (2013). Participou e teve premiações em grandes festivais nas cidades de Joinville, Santos, São José dos Campos, Campos do Jordão, entre outros. É bacharel em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP) e Licenciada em Teatro (FPA).
Iniciou sua carreira como docente de dança clássica na escola técnica em que se formou e depois no Studio de Dança Vânia Molla, com turmas de baby class, do 3º ano ao adulto iniciante. Fundou o curso de balé extracurricular no Colégio Marupiara em 2015, onde ministrou as aulas, coreografou e dirigiu espetáculos, com turmas multisseriadas. Foi então que deu início à pesquisa de ensinar balé com outras ferramentas que aguçassem a consciência corporal e compreensão da técnica clássica, por caminhos mais sensíveis e menos ligados à forma estética.
Como educadora de artes curricular no Marupiara, assumiu com parcerias com Renata Natali, Luciano Alves e Nicolas Moraes para a criação de coreografias apresentadas na Festa da Cultura Brasileira -pesquisa em danças folclóricas brasileiras, de matrizes africanas e indígenas. Neste mesmo espaço, teve a oportunidade de inaugurar o CAI (Centro de Artes Integradas), aulas de artes curriculares a fim de pesquisar possibilidades multidisciplinares entre as linguagens (artes plásticas, música, audiovisual, dança, teatro), contando com processos que alterassem a grade horária padrão, visando ter mais tempo e mergulhos mais profundos. Assim nasceu o Trabalho de Conclusão de Curso da Licenciatura, documentando academicamente a componente “Corpo e Movimento” dentro do CAI. O que resultou em na primeira participação no "XV Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação" (Porto, Portugal). Ainda na temática da multidisciplinaridade, participou do "A educação artística
atrás das máscaras, no IX Congresso Internacional Matéria-Prima" , com um texto escrito com Lucas de Oliveira, parceiro de sala de aula na época. O Colégio Franciscano Nossa Senhora da Aparecida, deve ser mencionado pela oportunidade de dirigir 14 espetáculos teatrais em menos de dois anos.
Como intérprete, teve processos de pesquisa e montagem com a Companhia Teatro Documentário, Documento na Cena e buscou diferentes linguagens da dança para se relacionar. Como Summer P.A.R.T.S (Bruxelas, Bélgica), com dança contemporânea, yoga, repertórios de Anne Teresa de Keersmaeker; Gaga Intensive (Montecalvo, Itália) e Gaga Lab (Berlim, Alemanha), repertório da Companhia Batsheva e o método Gaga movement com Ohad Naharin e seus professores-intérpretes; Marameo (Berlim, Alemanha), técnica moderna de Martha Graham.
Atualmente, em São Paulo tem tido contato com o Laboratório de Dança Teatro – com Luiza Magalhães; Dança Contemporânea com Henrique Lima. Teve vivências e admira o trabalho de Stephanie Máscara, Dani de Moraes, Inês Galrão na dança contemporânea; Viewpoints, com Luah Guimarães e Fabiano Lodi; Jazz Funk e performance para câmera com Fernanda Fiuza.
Em 2019 iniciou a pesquisa Anatomia do Sensível, proposta de prática corporal que investiga a ligação entre a dança, o teatro e a consciência corporal, os gestos do cotidiano e extra-cotidiano. Até hoje esta pesquisa segue viva e agora se questionando como esta prática pode ser ferramenta para criação coreográfica.