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Anatomia do Sensível

Com desejo de trabalhar fora dos muros escolares e ter sua própria prática,  Morgana começou desenvolver a Anatomia do Sensível.

Na pandemia do COVID-19, a partir de pedidos de amigos com vontade de mover e ter algum tipo de atividade física, inicia-se esta investigação de pensar como se quer trabalhar com o corpo e por quê. Com um compilado de práticas vividas anteriormente na dança, no teatro, com exercícios somáticos, de relaxamento e de consciência corporal, decide investigar o que chama de pilotos automáticos - gestos e movimentos repetidos, aprendidos e reproduzidos sem consciência. Corpos disciplinados como sugere Michel Foucault em Vigiar e Punir, que posteriormente é problematizado por Byung-Chul Han em Sociedade do Cansaço.

É no Jambu Galpão onde a Anatomia do Sensível ganha espaço para sair das telas e ir para o presencial. Workshops e aulas regulares começaram a acontecer em 2021. Assim como no Instituto Frestas em 2024, outro espaço que acolheu as práticas se fazendo importante e necessário para a continuidade da pesquisa.

Anatomia do Sensível é um convite para experimentar e treinar a presença, o cotidiano e o extra cotidiano, a improvisação, o contato com o outro e consigo através do esqueleto ósseo. É um espaço de criação e mergulho, para aguçar olhos curiosos no momento presente e no mundo ao nosso redor. Para atores e não-atores, bailarinos e não-bailarinos, para todos os corpos que se disponibilizam e desejam mover.

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© 2026 por Morgana Siqueira. 

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